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Ele era só mais um caixa.
Trabalhava em um supermercado, daqueles bem grandes, daqueles que quase parecem limpos, onde tem peixe quase fresco e onde tudo é quase organizado.
Ele não era bonito, mas, nem tão feio assim. O caixa, digo, não o supermercado.
Sentava em seu posto de trabalho no início da manha e ia embora ao fim da tarde (com um pequeno intervalo ao horário do almoço, no qual, sempre comia a mesma mesma refeição)
Sua fraca condição física (e acadêmica) impedia-o de exercer algum outro emprego.
Algum outro emprego que demandasse mais de sua condição física (e acadêmica), digo.
Era o único.
O único homem entre as outras pessoas no mesmo posto que ele.
Faltava-lhe autoconfiança.
Excelente. O narrador é um misto de terceira e primeira pessoa. Magnífico como você faz algo normal parecer surpreendente.
ResponderExcluirParabéns.