segunda-feira, 10 de maio de 2010

equilíbrio ?

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Em pretérito perfeito
Afirmo meu passado distorcido
todos os erros acometidos
que descansam, subjugados
aos mais recentes

Palavras latejantes
que cortaram a garganta
esses sentimentos infantes
que surgem

vicio tudo à trama
de meus pensamentos
que alumina de maneira
confusa e disforme

Antes disso
agora mais que perfeito
chego a pensar que errei
quando ao nascer respirei

toda a dor que causei
e toda dor que causo
Não equivale a que recebo
o dito eterno retorno, percebo,
parece tão falso
quanto a coerência de meus poemas

procuro uma resposta para este
desequilíbrio
crio transtornos
mas o peso se esconde
por traz de meus olhos
onde não posso vê-lo

embora seja tão nítido
em minha imaginação.
Quanto o calor do verão
é em meu suor
….


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detalhe

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Meu blog novo é completamente "Eucêntrico"



http://incriveloutroblog.blogspot.com/


só... pequenos textos ou músicas, que não são minhas mas que demonstram o meu momento. o que estou pensando. As vezes parece mais facil do que escrever eu mesmo o que sinto.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tudo sugere

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A tendência será eterna
dos orgãos a falência

As palavras serão tenras
e suaves

Quando em meu leito
de morte
As últimas pronunciar

Me deito
Aguardo a sorte

Mas vivo
Logo, aproveito
Por mais que as dores
o corpo me entorte


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quarta-feira, 5 de maio de 2010

vermelho

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pranteio lágrimas secas
de meus olhos que o futuro temem
deploro invisiveis gotas
minhas pernas cada vez mais tremem

Simulo minha real tristesa
que meu corpo não afeta
vivo minha Mental tristesa.

Assisto meu choro
testemunho minha falsidade
nós, dissimulados em coro

em minha mais pura rebelião fisica
anarquista, caótica.
meus pensamentos
meus pensamentos se mantes fixos


... pausa


são aqueles meus arrependimentos
dos quais meu corpo agradece
ocultos

Rebelde corpo

enquanto isso, à minha frente
tua face úmida.

a brancura de seus olhos já avermelhada.

a brancura de meus pensamentos já avermelhada.
corrompida
...

e mais nada.
só a promessa.




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segunda-feira, 3 de maio de 2010

constância eufórica modernista

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opa, me vê o de sempre ?
desculpa senhor mas não lembro de você ter vindo aqui antes.
A.
lugar errado.
É tudo tão igual.


Opa, bom dia Joana.
Meu nome não é esse.
A.
Pessoa errada.


...


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Mais merda na sua vida (blog do lui)



podia falar que era do lui ?







...


!!!!

domingo, 2 de maio de 2010

Neblina

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- BAM ! -

O punho revestido de enorme e acolchoada luva vermelha com força acerta a tela.
A imagem escurece levemente e treme enquanto se abaixa.
Aos poucos se normaliza, levanta.
Ainda com um leve balançar, o rosto do punho surge por entre a neblina.


Entre seu nariz batatudo e sua boca gordamente carnuda,
um moutache negro como a noite esconde seu lábio superior.

se aproxima.
Um gigante, como um lutador de sumo, que seria idolatrado no Japão.
As roupas não são de normal boxeador.
Sim, as luvas estão lá.
Mas seu corpo é envolvido por um uniforme cinza esverdeado.
seus enorme pés, cobertos por botas industriais de ponta de ferro.

- BAM ! -

Mais um soco, dessa vez direto na costela.

Quem recebe é um pequeno e muito magro menino.

Pelado
ele cambaleia tropeçante pelo ringue.

cai por cima dos elásticos azuis da borda.
eles levemente se esticam com seu ridículo peso.
Os braços estendidos um para cada direção, apoiados.
Com dificuldade levanta-os, tentando proteger ser rosto.
Olho roxo.

A visão embaça. O tempo não passa.

-LEVANTA MOLEQUE !

grita o monstro obeso.
A criança levanta a cabeça e, com os olhos lagrimejantes
balbucia ofegante:

-Mas papai, e-eu não sei lutar, pa-papai




-BAM ! -

Desaba o infanto. As mãos ao rosto. Agonia, dor. Como um porco que percebe-se na fila para o abate ele grita. Assustado, rasteja com as costas no chão. Com dificuldade rasteja.

A neblina cobre a imagem.
Sua fuga é em vão. Descobre a outra borda do ringue.
Suando, ele vira a cabeça.

[ Continua... ]

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