.
é esta culpa que me atrai
é esta angustia que me alegra
este incomodo que me inspira
essas dores que me divertem
mas só com a caneta na mão
e o papel em frente.
quando não.
tento esquecer
.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Rombo II
IRA.
Me transformo em meu transtorno.
Me torno o meu entorno.
Adapto-me totalmente a essas partes latentes,
latejantes de meus pensamentos.
Escrevo mais palavras.
Jogo aos ventos.
Tento, tento, tento compreender alguma coisa de mim mesmo.
Uivo.
Invoco –novamente- a ira raivosa
que, como uma explosão azul (em um filme todo cor de rosa),
me libera. E eu misturo verso e prosa.
Sou guiado para o sul, para baixo.
E cá estou novamente.
Com a mesma palavra e a mesma rima.
Planto uma semente.
Continuo em frente e chego em cima.
E mais e mais uns poucos.
– meus pensamentos começam de novo a ficar roucos –
Já é de madrugada.
A coruja me observa do galho, sonolenta, espantada.
E eu como um remendado espantalho, afugento
(imóvel)
os maus espíritos que surgem das sombras estas obscuras, obscenas horas.
Sou subordinado ao Estado e as leis naturais do ser humano.
Mas não confio em nenhum dos dois.
Isso eu continuo depois....
Aqui, agora, observo.
Não entendo, sento cego em minha ignorância
que abunda, absurda, sob minha flácida ...
A negritude eu falho em espantar.
Ela me escala, rápida como uma bala.
E não para. Até chegar ao todo.
E sinto o peso da existência sobre meus ombros.
E como um recém formado rombo eu não vejo seu fundo.
Jogo uma pedra e só escuto um baixo som abafado.
Durmo, comprimido, compreenssado.
Não era sono minha depressão.
Sento, sem paz.
Sem paz me sento torto e tento
- como quase um aborto –
me desprendo deste meu útero.
De meu casulo obscuro.
Para o qual de certa forma vou sempre tentar voltar.
O pensamento Tão puro.
.
Me transformo em meu transtorno.
Me torno o meu entorno.
Adapto-me totalmente a essas partes latentes,
latejantes de meus pensamentos.
Escrevo mais palavras.
Jogo aos ventos.
Tento, tento, tento compreender alguma coisa de mim mesmo.
Uivo.
Invoco –novamente- a ira raivosa
que, como uma explosão azul (em um filme todo cor de rosa),
me libera. E eu misturo verso e prosa.
Sou guiado para o sul, para baixo.
E cá estou novamente.
Com a mesma palavra e a mesma rima.
Planto uma semente.
Continuo em frente e chego em cima.
E mais e mais uns poucos.
– meus pensamentos começam de novo a ficar roucos –
Já é de madrugada.
A coruja me observa do galho, sonolenta, espantada.
E eu como um remendado espantalho, afugento
(imóvel)
os maus espíritos que surgem das sombras estas obscuras, obscenas horas.
Sou subordinado ao Estado e as leis naturais do ser humano.
Mas não confio em nenhum dos dois.
Isso eu continuo depois....
Aqui, agora, observo.
Não entendo, sento cego em minha ignorância
que abunda, absurda, sob minha flácida ...
A negritude eu falho em espantar.
Ela me escala, rápida como uma bala.
E não para. Até chegar ao todo.
E sinto o peso da existência sobre meus ombros.
E como um recém formado rombo eu não vejo seu fundo.
Jogo uma pedra e só escuto um baixo som abafado.
Durmo, comprimido, compreenssado.
Não era sono minha depressão.
Sento, sem paz.
Sem paz me sento torto e tento
- como quase um aborto –
me desprendo deste meu útero.
De meu casulo obscuro.
Para o qual de certa forma vou sempre tentar voltar.
O pensamento Tão puro.
.
ilusões?
.
você percebe os rostos espalhados pelo chão?
espalhados pelas paredes.
os animais.
você vê eles nas nuvens?
outro dia eu vi um tubarão comendo um coelhinho.
nas nuvens o que mais se vê são coelhinhos e ovelhinhas.
ou dragões... mas um pouquinho menos.
p.s dei um jeito no teclado.
o único problema agora é com a interrogação.
para usa-la eu tenho que apertar o alt da direita e o w ...
nada tão horrivel.
.
você percebe os rostos espalhados pelo chão?
espalhados pelas paredes.
os animais.
você vê eles nas nuvens?
outro dia eu vi um tubarão comendo um coelhinho.
nas nuvens o que mais se vê são coelhinhos e ovelhinhas.
ou dragões... mas um pouquinho menos.
p.s dei um jeito no teclado.
o único problema agora é com a interrogação.
para usa-la eu tenho que apertar o alt da direita e o w ...
nada tão horrivel.
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domingo, 18 de abril de 2010
inferno acentuado
odeio essa porcaria desse teclado desse laptop americano que nao tem acento nenhum. nem til nem vovo nem vovo o com chapeu e o da exclamacao a... tambem nao tem cecidilha. que inferno.
para pessoas que escrevem... comprar laptop la fora nao compenca tanto assim. estou completamente enfurecido. acho que vou comecar a escrever meus textos na escola. tenho escolha ?
para pessoas que escrevem... comprar laptop la fora nao compenca tanto assim. estou completamente enfurecido. acho que vou comecar a escrever meus textos na escola. tenho escolha ?
segunda-feira, 29 de março de 2010
Rombo I
.
A caneta escreve.
Eu mexo os dedos
Todos os meus pensamentos se espalham pela infinita imensidão de meu subconsciente.
Toda a existência se torna um enorme absurdo incompreensível.
me cerca um muro intransponível.
Impossível compreensão.
Talvez seja só sono toda esta minha depressão.
A grande angústia da criação. A dor do poeta.
Uma necessidade para invocar esta chamada inspiração?
De nada me parecem úteis.
Mais duas expressões fúteis.
Mais duas para a montanha das inúteis.
Repetição.
Minha maior especialidade. Especialidade. Habilidade?
Não. Não possuo. Só finjo.
E no fingimento crio minha própria (imprópria) realidade de mentira.
– de Zeus invoco a ira –
E como uma pequena criança faz birra, eu repito, aflito, o que eu quero e não quero.
(o que já nem mais me lembro)
Sento, sem paz. Obedeço, meus pais. E nesse país tudo continua indo por água abaixo.
Tão clichê, falar do país. Tudo já foi dito.
Repetição.
Hei, quieto, fala baixo, presta atenção.
Acredito que esse texto não tenha sentido.
– prossigo, perdido-
Algo assim não pode com carinho ser tido.
Mais verbos soltos, sortidos.
Agora me perco novamente (sórdido) nesse texto sem nexo.
Um vetor torto novamente parte aqui de dentro de minha mente.
E por mais que eu lamente, nada vai me salvar.
Alinhar-me com a realidade.
Aquela de mentira, lembra?
A caneta escreve.
Eu mexo os dedos
Todos os meus pensamentos se espalham pela infinita imensidão de meu subconsciente.
Toda a existência se torna um enorme absurdo incompreensível.
me cerca um muro intransponível.
Impossível compreensão.
Talvez seja só sono toda esta minha depressão.
A grande angústia da criação. A dor do poeta.
Uma necessidade para invocar esta chamada inspiração?
De nada me parecem úteis.
Mais duas expressões fúteis.
Mais duas para a montanha das inúteis.
Repetição.
Minha maior especialidade. Especialidade. Habilidade?
Não. Não possuo. Só finjo.
E no fingimento crio minha própria (imprópria) realidade de mentira.
– de Zeus invoco a ira –
E como uma pequena criança faz birra, eu repito, aflito, o que eu quero e não quero.
(o que já nem mais me lembro)
Sento, sem paz. Obedeço, meus pais. E nesse país tudo continua indo por água abaixo.
Tão clichê, falar do país. Tudo já foi dito.
Repetição.
Hei, quieto, fala baixo, presta atenção.
Acredito que esse texto não tenha sentido.
– prossigo, perdido-
Algo assim não pode com carinho ser tido.
Mais verbos soltos, sortidos.
Agora me perco novamente (sórdido) nesse texto sem nexo.
Um vetor torto novamente parte aqui de dentro de minha mente.
E por mais que eu lamente, nada vai me salvar.
Alinhar-me com a realidade.
Aquela de mentira, lembra?
segunda-feira, 22 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
insônia
.
esse peso esso peso esse peso
pensamento.
é como uma teia que me prende acordado me prende acordado.
os primeiros quinze minutos passam muito rapido, mas os três seguintes parecem ter sido acorrentados.
presos ?
teia teia.
você conheçe não conheçe ?
aqueles pensamentos que vem antes de dormir... ou aqueles pensamentos que vem quando você quer que o tempo passe rapido. aqueles pensamentos que são tantos que não tem nem como descrever. aqueles que você nem se lembra de ter pensado depois.
tecidos pela aranha do subconsciente.
pela aranha pela aranha.
o que o seu subcosciente acha disso ?
ele acha disso ?
nãe entendo mais nada.
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esse peso esso peso esse peso
pensamento.
é como uma teia que me prende acordado me prende acordado.
os primeiros quinze minutos passam muito rapido, mas os três seguintes parecem ter sido acorrentados.
presos ?
teia teia.
você conheçe não conheçe ?
aqueles pensamentos que vem antes de dormir... ou aqueles pensamentos que vem quando você quer que o tempo passe rapido. aqueles pensamentos que são tantos que não tem nem como descrever. aqueles que você nem se lembra de ter pensado depois.
tecidos pela aranha do subconsciente.
pela aranha pela aranha.
o que o seu subcosciente acha disso ?
ele acha disso ?
nãe entendo mais nada.
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