quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sobre folhas e sinos







.Versão dois (melhorando muito)


O mundo dança sem saber
dança sem específico palco
para uma plateia desatenta.
Logo de um santo salto,
já revive aquela lenda.
só pra absorver.


Se bem só pelos olhos
não faz mais a mínima ideia 
do quanto é concavo ou convexo
o espelho
que mostra seu reflexo
enquanto sorri a o que lhe diz
então escute o resto.


O munda dança. dança pra você.
Dança os quase invisiveis passos perfeitos
quase dança passos perfeitos.
disse quase, só quase. bem pertinho.
mas me abstenho desses detalhes falhos.


Holofotes acendem e apagam. só falo.
O caminho correto
(que uma vez, uma fictícia tal vez
já foi um corredor concreto)
sempre se ilumina mesmo que por um momento
menor do que o que você acha que seja.

Tento nem passar por perto
de quem me reflete do olho torto
mas isso deve ser só mais uma paranóia.

jogo a boia, não se afogue a toa
não se afobe atrás do que soa
como se fosse do milênio a maior boa
a não ser que seja.

Essa dança é sempre uma beleza.
(me perco, a mente sussurra a ela mesma
enquanto escrevo e de vez enquando noto
as críticas que faço à mim)

Dança dentro da dança
dança pela neblina da nuância.
esse artista não cansa.
dentro de todos ou tudo dizem que existe
algo bem quase infinito. mas isso já  é coisa de engenheiro.



Versão I

O mundo dança mesmo sem querer e você sabe.
Dentro da cabeça até, seja lampada ou lembrança.
Basta esquecer a ânsia de chegar, terminar, que seja,
para perceber que toda música continua mesmo que acabe.
O mundo dança mesmo que ninguém nada fale.
Mesmo que nada ninguém fale.
São infinitas no brincar de uma criança.
Ou lá, no ventos nas tranças.
Na estranha degustação das traças.
Pensar nisso é pensar em tanto que até cansa.
Mesmo sabendo que a única forma de perceber isso
é não pensando nada no fim das contas.
Já é quase vício.
Já parou hoje pra ouvir a vizinhança?




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