segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

quanto

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Me contaram como aconteceu, me contaram o porque da ponte não estar mais lá. Na mesma hora me lembrei, lembrei do video que eu fiz, daquela garota de cabelos cacheados zanzando de um lado para o outro em cima dela, em cima da ponte. O video que eu fiz, da garota de cabelos cacheados se espreguiçando enquanto andava pela ponte. A ponte que agora existe só como um quebra cabeças, amontoado perto de onde deveria estar montado. E o rio correndo em baixo, e o rio que agora é só lama e restos de algo que já foi inteiro algum dia.  O rio, que nunca havia sido um grande rio, até que de repente foi.

Como é estranho pensar que algo tão morto como uma ponte possa continuar vivo mesmo depois de não existir mais. continuar vivo em imagens e recordações, perfeita como era, para sempre. Até o ultimo suspiro do tempo recordado. O quanto de você vai continuar vivo?

serei para sempre o que eu escrever.
então é melhor que essas palavras mostrem 
como sou de verdade.
mesmo que eu possa não mais ser.







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6 comentários:

  1. -- participação especial -- Giffoni.

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  2. Caralho, amei o post, boa, erik.

    E participação especial oculta do Duque, até porque esse vídeo foi filmado perto do sítio dele.

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  3. As pessoas para quem eu enviei esse texto, me mandaram as seguintes mensagens:
    - Tenho orgulho do meu neto. Cultura surpreendente até mesmo no difícil conceito de tempo. Tempo.
    - Nossa Lu, que lindo!! Jane
    - Lu,que coisa linda. Que sensibilidade aflorada. Tem todos os motivos para ser Mãe Coruja.Marina.
    - Caraca, miguinha!Ufa....Judite
    - Lu,to com o olho cheio d agua ! Culpa sua ... :)) To pagando mico !!!Que texto mais lindo !bjs
    Nik
    Agora eu aprendi, na próxima vez envio por aqui e as pessoas escrevem direto pra você. Bjos Lu

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