segunda-feira, 30 de agosto de 2010

brotamento

psicografo palavras de meu prórpio subconsciente em pura profusão de letras e sentimentos .  tudo, tudo, tudo que eu não penso e interpretado pela a ausência de mim mesmo. não penso. logo, não existo. quer dizer. o que eu penso não se aplica. não aqui. eu simplesmente teclo as teclas ou mexo a caneta. psicografo minhas próprias palavras que brotam ou jorram de minha boca ou nem isso. palavras que escutei a um bom tempo
ou nenhum. algo que gritam na sala de estar. é tudo estado de esp´rito nem sei se acerto a ortografia.
o que é ortografia ?
 ortografia é mais um impedimento para nossas... qual a apalavra ? não sei. expressionismo. lembram de dadaísmo? vi simpsons hoje de manhã. fim.

domingo, 15 de agosto de 2010

até no banheiro ?

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Vovó... o que é um anjinho da guarda ?
porque, sempre que eu me machuco falam que eu tenho um anjinho da guarda muito bom.
anjinho da guarda. bom, anjinho da guarda é um anjinho que fica sempre
bem pertinho de você,
pra te proteger, pra tomar conta, pra cuidar de você...
o tempo todo vovó ?
É, meu filho, o tempo todo.
Até no banheiro ?
Claro.
não sei se eu quero ele comigo no banheiro.
a, menino, que isso ?
a uns meses atrás você fazia coco de porta aberta
e pedia ajuda pra tomar banho.
é, vó, mas eu tenho sete anos agora.
sou bem grandinho, pré adolescente.
besteira, garoto. você ainda é bem pequeno.
mas vó, esse meu anjinho nem é tão bom assim...
oi ?
É, vó, eu me machuco o tempo inteiro.
pelo menos você nunca quebrou nada.
é, vó, mas olha esse machucado aqui no meu joelho...
tem até uma gosminha.
Olha, vó...

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

lá no centro

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Dois homens de terno em um cafézinho do centro da cidade.
Cavé, pra quem conhece o lugar.


E então, como foi a reunião das oito da manhã, cara ?
Ah, o de sempre, aquele gordo escroto ficou falando de plano de metas e plano de metas e plano de metas.
Que bom que eu não fui então, não ia aguentar ouvir isso de novo.
Ah, mas ele vai falar de novo na reunião das dezasseis horas.
Nessa, graças a Deus, eu não vou também. me chamaram lá em cima. pra discutir um projeto meu de um bom tempo atras.

poxa, rapaz, que sorte a sua.
não sei, tenho medo de estragar alguma coisa. ando muito estressado, sabe ?
ah, sei, tem aquele rolo lá com seu filho que tá indo mal na escola né ?
nah, não é isso não. ir mal na escola é normal, eu acho. bom, eu ia. e cheguei onde cheguei, né ?
mas podia ser melhor.
sempre pode se melhor.
sempre. mas, então, porque o stress ?
ah, a princípio, essa coisa toda de rotina.
mas, pensando muito  a respeito cheguei a conclusão que,
na verdade,
o problema todo é culpa do eclair de creme.

eclair de creme ?
é, isso mesmo. mas, enfim, tenho que ir agora. até mais.
foi bom encontrar com você.
a gente trabalha no mesmo andar. a gente se encontra todo dia.
só figura de linguagem.
então não foi ?
foi, porra, sempre é. Só que já falo isso isso mesmo sem querer.
boa educação, sei lá. algo do tipo.
(levanta)

ei, porra, não vai pagar a conta não ?
eu paguei na ultima vez, porra. sua vez.
ah, tá. que merda. (resmunga)
Ei ! moça, me dá dois eclairs de creme pra viagem ?
eles não são um problema ?
é complicado.
depois explico.
traz a conta junto, viu,  moça ?
...