terça-feira, 1 de junho de 2010

morte

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Na saída do recinto. 
Um pequeno aviso, escrito com negras letras garrafais,
informa os presentes que o exterior se encontra fechado.
A cor branca da pequena placa contrasta com o vidro atrás dela.


O mundo está fechado. 
Permaneça.
Não se arrisque. 
Ele é ignorado. E ignorado,
afirma o quão ignóbeis são as pessoas 
que não percebem a profundidade
de suas proféticas letras.

FECHADO. 
Ele grita. 

FECHADO. 
Grita o aviso.

Em vão.

Mas eu não.
Eu observo seus dizeres.
Suas sábias palavras. Sua sábia palavra.

E escrevo, aos ignorantes leitores, 
este pequeno texto. 

Para que, a partir de agora, passem 
a prestar mais atenção nestes pequenos 

sinais.



depois não sabem... depois perguntam. 

O porque de acabar morrendo. 
Uma hora ou outra.... 


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4 comentários:

  1. nossa... que forte! Um tanto quanto depressivo, né senhor? Aquela parada do prozac pode ser cogitada, né?

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  2. Tenso esse texto!
    Concordo com a Gabi, muito forte...

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