terça-feira, 11 de maio de 2010

roubo

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Embrenho-me em sonho profundo
Antevejo incerto futuro profano
previsões imemoriáveis



representações subconscientes
torno-me cada vez mais impaciente
me controlo
me reprimo
As palavras se repetem



Este sono possui meu corpo
em minhas cordoveias sinto o pulsar
do rubro sangue quente
mais lentas
mais lentas
sofro a tortura do cansaço
Constante, interminável
Me persegue serena



Arrasto-me sem rumo
Já nem sinto meus pés no chão
As palavras se repetem



torno-me
Cada vez mais raso
Cada vez menores são
minhas catarses



esse sono esse sono
Os sonhos se repetem
não me lembro
nunca me lembro



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Um comentário:

  1. Faz sentido...todo sentido, só sentido.
    Todo texto é autobiográfico, já afirmava Flauber com "Madame Bovarry se moi". Sendo assim...que vida curiosa você tem heim?
    Odeio ler textos. Porque eles sempre me deixam com vontade de saber mais da vida dos outros...Faço parte da plateia, por isso sou curioso.

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