domingo, 23 de maio de 2010

indagação eterna.

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Se eu sou DEUS da minha própria arte.

será que ela acredita em mim ?

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sábado, 22 de maio de 2010

homem de lata

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Seria, meu amor, só mais uma ilusão
toda essa distância entre nós ?
ou talvez estejamos realmente separados
( nossos pensamentos em pura aflição )


é demais atroz
comparar-me ao homem de lata
sem coração.


Só Sinto-me dividido
confusamente repartido
ferido
talves iludido



uma parte insiste em pesar
enquanto a a outra flutua
em puro Hedonismo.


mas, apesar de tudo isso
resguardo teu viço
constante em meus pensamentos
talvez só esteja procurando
a perfeição


talvez a sua feição
seja a mais próxima
disso


O retorno de meus atos
se condensa em transtorno
desconheço o que me torno
o entorno me confunde

o último fato
e mais estranho
é que agora não tenho mais
a insônia
incômoda.



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horror letárgico

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A constante tortura
do manhoso letargo

É notavelmente
pior que a insônia
infernal, de anteriormente

Que me perseguia insensata
porém, produtiva.

Aflige-me a dívida com o tempo
em que meu corpo clamou
pelos olhos cerrados

ignorado

A angústia do cansaço
convertida em agônia
é um reflexo de pecados
contra este tempo

Cabisbaixo, não por tristesa.
Apago, a face comprimida
contra dura mesa

e as rubras espirais
são demarcadas
em carne macia

a secura na garganta

o horror
o horror do sono


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quinta-feira, 20 de maio de 2010

sufrágio

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Macabro é
o desígnio incoerente

que tenro surge
com o baque surdo
sonolento
de minha cabeça
na mesa

Então...
por meio a esta
fantasiada insanidade

que invento
a partir de sofrimentos
surreais e 
que possa 
talvez ser uma
tentativa de sufrágio
a vontades quase
incontroláveis
de minha alma

penso que
talvez eu seja
só mais uma

pessoa sombra

que surge em soslaio
em meio a mente 
dos outros

ou bem que
talvez eu seja alguém 
marcante

só é certo
torno-me um lacaio
das falsas angústias

e
ao olhar para meu
passado próximo
surge uma estranha

melancólica saudade.

seria saudável
esse sentimento ?

me sinto tão instável
ultimamente.


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terça-feira, 11 de maio de 2010

roubo

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Embrenho-me em sonho profundo
Antevejo incerto futuro profano
previsões imemoriáveis



representações subconscientes
torno-me cada vez mais impaciente
me controlo
me reprimo
As palavras se repetem



Este sono possui meu corpo
em minhas cordoveias sinto o pulsar
do rubro sangue quente
mais lentas
mais lentas
sofro a tortura do cansaço
Constante, interminável
Me persegue serena



Arrasto-me sem rumo
Já nem sinto meus pés no chão
As palavras se repetem



torno-me
Cada vez mais raso
Cada vez menores são
minhas catarses



esse sono esse sono
Os sonhos se repetem
não me lembro
nunca me lembro



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segunda-feira, 10 de maio de 2010

equilíbrio ?

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Em pretérito perfeito
Afirmo meu passado distorcido
todos os erros acometidos
que descansam, subjugados
aos mais recentes

Palavras latejantes
que cortaram a garganta
esses sentimentos infantes
que surgem

vicio tudo à trama
de meus pensamentos
que alumina de maneira
confusa e disforme

Antes disso
agora mais que perfeito
chego a pensar que errei
quando ao nascer respirei

toda a dor que causei
e toda dor que causo
Não equivale a que recebo
o dito eterno retorno, percebo,
parece tão falso
quanto a coerência de meus poemas

procuro uma resposta para este
desequilíbrio
crio transtornos
mas o peso se esconde
por traz de meus olhos
onde não posso vê-lo

embora seja tão nítido
em minha imaginação.
Quanto o calor do verão
é em meu suor
….


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detalhe

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Meu blog novo é completamente "Eucêntrico"



http://incriveloutroblog.blogspot.com/


só... pequenos textos ou músicas, que não são minhas mas que demonstram o meu momento. o que estou pensando. As vezes parece mais facil do que escrever eu mesmo o que sinto.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tudo sugere

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A tendência será eterna
dos orgãos a falência

As palavras serão tenras
e suaves

Quando em meu leito
de morte
As últimas pronunciar

Me deito
Aguardo a sorte

Mas vivo
Logo, aproveito
Por mais que as dores
o corpo me entorte


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quarta-feira, 5 de maio de 2010

vermelho

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pranteio lágrimas secas
de meus olhos que o futuro temem
deploro invisiveis gotas
minhas pernas cada vez mais tremem

Simulo minha real tristesa
que meu corpo não afeta
vivo minha Mental tristesa.

Assisto meu choro
testemunho minha falsidade
nós, dissimulados em coro

em minha mais pura rebelião fisica
anarquista, caótica.
meus pensamentos
meus pensamentos se mantes fixos


... pausa


são aqueles meus arrependimentos
dos quais meu corpo agradece
ocultos

Rebelde corpo

enquanto isso, à minha frente
tua face úmida.

a brancura de seus olhos já avermelhada.

a brancura de meus pensamentos já avermelhada.
corrompida
...

e mais nada.
só a promessa.




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segunda-feira, 3 de maio de 2010

constância eufórica modernista

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opa, me vê o de sempre ?
desculpa senhor mas não lembro de você ter vindo aqui antes.
A.
lugar errado.
É tudo tão igual.


Opa, bom dia Joana.
Meu nome não é esse.
A.
Pessoa errada.


...


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Mais merda na sua vida (blog do lui)



podia falar que era do lui ?







...


!!!!

domingo, 2 de maio de 2010

Neblina

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- BAM ! -

O punho revestido de enorme e acolchoada luva vermelha com força acerta a tela.
A imagem escurece levemente e treme enquanto se abaixa.
Aos poucos se normaliza, levanta.
Ainda com um leve balançar, o rosto do punho surge por entre a neblina.


Entre seu nariz batatudo e sua boca gordamente carnuda,
um moutache negro como a noite esconde seu lábio superior.

se aproxima.
Um gigante, como um lutador de sumo, que seria idolatrado no Japão.
As roupas não são de normal boxeador.
Sim, as luvas estão lá.
Mas seu corpo é envolvido por um uniforme cinza esverdeado.
seus enorme pés, cobertos por botas industriais de ponta de ferro.

- BAM ! -

Mais um soco, dessa vez direto na costela.

Quem recebe é um pequeno e muito magro menino.

Pelado
ele cambaleia tropeçante pelo ringue.

cai por cima dos elásticos azuis da borda.
eles levemente se esticam com seu ridículo peso.
Os braços estendidos um para cada direção, apoiados.
Com dificuldade levanta-os, tentando proteger ser rosto.
Olho roxo.

A visão embaça. O tempo não passa.

-LEVANTA MOLEQUE !

grita o monstro obeso.
A criança levanta a cabeça e, com os olhos lagrimejantes
balbucia ofegante:

-Mas papai, e-eu não sei lutar, pa-papai




-BAM ! -

Desaba o infanto. As mãos ao rosto. Agonia, dor. Como um porco que percebe-se na fila para o abate ele grita. Assustado, rasteja com as costas no chão. Com dificuldade rasteja.

A neblina cobre a imagem.
Sua fuga é em vão. Descobre a outra borda do ringue.
Suando, ele vira a cabeça.

[ Continua... ]

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