terça-feira, 17 de novembro de 2009

quanto custa ?



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Ele era só mais um caixa.


Trabalhava em um supermercado, daqueles bem grandes, daqueles que quase parecem limpos, onde tem peixe quase fresco e onde tudo é quase organizado.


Ele não era bonito, mas, nem tão feio assim. O caixa, digo, não o supermercado.


Sentava em seu posto de trabalho no início da manha e ia embora ao fim da tarde (com um pequeno intervalo ao horário do almoço, no qual, sempre comia a mesma mesma refeição)


Sua fraca condição física (e acadêmica) impedia-o de exercer algum outro emprego.
Algum outro emprego que demandasse mais de sua condição física (e acadêmica), digo.


Era o único.
O único homem entre as outras pessoas no mesmo posto que ele.
  Nunca fora bom na proximidade com o sexo oposto.
     Sempre fora tímido demais, fechado demais.


Faltava-lhe autoconfiança.


E agora, não tinha nenhum(a) amigo(a) de trabalho.




Um comentário:

  1. Excelente. O narrador é um misto de terceira e primeira pessoa. Magnífico como você faz algo normal parecer surpreendente.
    Parabéns.

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